CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS

CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS
Procedimento: Após a contratação do serviço, o cliente deve efetuar o depósito referente a 50% (agendamento) do valor acordado pelas partes, na seguinte conta: JOAO CARLOS MATIAS DO NASCIMENTO Banco: CAIXA Agência: 3825 Local: ARMAÇÃO DOS BÚZIOS/RJ Conta: 013 00006663-5 " E ENVIAR O COMPROVANTE PARA O E-MAIL: cartunistacarioca@hotmail.com O valor restante (50%) deverá ser pago em "CASH" na apresentação/entrega do serviço. Caso seja evento de CARICATURAS AO VIVO, os 50% referente à entrega do serviço deverá ser pago "NA CHEGADA CHEGADA AO EVENTO", uma vez que, por conta de experiências anteriores, alguns clientes pagavam em cheque ou pelo fato de eu ter que esperar o final do evento para receber e os contratantes excediam o tempo limite de 04hs. PARA EVENTOS EM OUTROS MUNICÍPIOS/ESTADOS: Caberá ao contratante o pagamento referente ao deslocamento, alimentação e estadia (valores inclusos nos 50% do agendamento).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MEDO DE QUÊ?

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Conversa de bastidores...
Fulano de tal: _ Não gosto do Albert Piaui à frente do Salão Internacional do Piauí.
Por qual motivo, não assumem a postura de insatisfação e promovem uma renovação?

Por qual motivo, quando o companheiro Jota A. elaborou àquele texto sobre os acontecimentos lá na sua cidade, estas mesmas pessoas, que fazem questão de falar nos bastidores de suas insatisfações, não fizeram da postagem do Jota A., uma possibilidade de demosntrar que o Jota A. não estava sozinho? Por qual motivo não falaram de seus descontentamentos e expuseram seus pontos de vista?

Aí somente o Jota A. se expõe, os demais ficam resmungando às escondidas e depois, caso as reivindicações do Jota A. tenha êxito, estes mesmos camaradas que agem como sanguessugas no escuro, surgirão para exercitarem suas aptidões parasitais.

O papo é o mesmo de sempre: "QUERO FALAR NÃO... ISSO PODE ME PREJUDICAR"
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Estas pessoas que vocês presumem poder preudicá-los, alguma vez já fizeram algo por você? Então mudem seus argumentos ou suas atitudes.

Se vocês realmente acreditam que o que o fato de vocês explicitarem seus pontos de vista sobre algo no qual acreditam e participam - ou se dizem participantes - e não fazem por receio de retaliações, o que vocês são afinal?

Se não aceitarem mais seus trabalhos nos nos salões, vão fazer caricaturas em eventos, dar oficinas, fazer serviços para clientes e criem alternativas onde exista a valorização de vocês como profissionais.
Querem continuar como reféns suas aspirações políticas ou dos possíveis escambos, continuem...
mas não reclamem, já que é por opção.

É isso!

FOLLOW ME

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Em tempos de Twitter... Mais um para a série. E já em mais uns dez estudos prontos.

Abraços

quinta-feira, 29 de julho de 2010

TWITTER

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Corel, água... palito e papel!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ANDREA BOCELLI

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Mais um estudo antigo de ilustração encontrado por aqui.
Grafite sobre papel

O SERMÃO DA MONTANHA

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Risquei esta idéia com o intuito de enviar ao Salão Internacional de Piracicaba. Mas pelo fato de ter a reprodução no primeiro quadro, preferi não correr riscos de ser desqualificado por causa disso. Sendo assim, em vez de pintar com acrílica como eu pretendia, desenvolvi digitalmente, apenas para a idéia não se perder.

Fica o registro.

Abraços

HQ DIGITAL (1997)

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Quando fui trabalhar no jornal O Dia, em 1994, fui intimado a me interar com a ilustração digital. Os camaradas que trabalhavam na editoria de artes, simplesmente "brincavam" com o Freehand. Só faltavam fazer chover, com àquele programa e eu, que nem computador tinha, achava àquilo tudo muito dinâmico, mas estranho para mim.
Como eu não tinha condições para ter um Mac ou fazer um curso, com o dinheiro de uma premiação, comprei um computador de segunda mão com o CorelDRAW instalado e aos poucos, sozinho, ia me aventurando.
Observava os infográficos elaborados pela editoria de artes e tentava reproduzir no Corel à minha maneira.
No ano seguinte, fui premiado no Salão Carioca, com uma charge elaborada no Corel. Depois disso, continuei mandando trabalhos para concursos, utilizando-me da linguagem.
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Hoje, reencontrei esta HQ elaborada no CorelDRAW, em 1997, quando o então prefeito Luiz Paulo Conde, enfrentava um dos principais inimigos dos cidadãos cariocas, políticos ou não: a violência.

A HQ foi elaborada no com o mouse. Pudera! Na época não havia a tablet. Risos

Abraços

terça-feira, 27 de julho de 2010

S.O.S. SALÃO CARIOCA DE HUMOR

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Fui surpreendido ainda a pouco com o telefonema do Ferreth.
Conversamos por 25 minutos e relembramos de um tempo onde os cartunistas daqui se reuniam e pessavam dois dias, lá na paradisíaca Ilha Grande, para a realização da Mostra de Humor Ecológico, criada por ele.
Desde a partida do ônibus, em frente ao aeroporto Santos Dumont no sábado pela manhã, até a noite de domingo, mais de 20 cartunistas confraternizavam, trocavam idéias, compartilhavam técnicas e se conheciam para o fortalecimento do cartum carioca.
Infelizmente, por inveja de outros cartunistas e ganância de outras pessoas, o evento deixou de existir.
Mas o que mais me deixou feliz, foi o fato de o Ferreth estar animado.
Quem o conhece sabe do que eu estou falando. Vamos esperar para ver o que vai dar!
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O Ferreth faz parte de uma tríade de cartunistas ( juntamente com Mayrink e Zé Graúna) que eu gostaria muito de ver à frente de "qualquer proposta" voltada para o resgate e valorização do desenho de humor aqui no Rio de Janeiro.
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Conheci o Zé Grauna em 1992, quando procurava um profissional em que eu acreditasse, para chegar onde eu queria. (E cheguei!)
Graças à competência do Zé, tudo àquilo que pensei em conquistar através do desenho de humor, conquistei.
Eu era aluno dele, quando recebi um convite para participar de uma exposição no Museu Nacional de Belas Artes, ao lado de cartunistas consagradíssimos. Olhem o risco que ele assumiu, para promover, além de mim, outros companheiros que começavam a trilhar os caminhos do cartum.
Como já explicitei anteriormente, se hoje compartilho tudo o que posso sobre o que sei ou aprendi, foi graças à maneira com que o Zé sempre agiu comigo e com seus demais alunos.
Além das propostas criadas por ele como intuito de promover a valorização do cartum carioca, como exposições, reuniões, mostras e etc.

Conheci o potiguar Ferreth, da mesma forma, que o Mayrink, conheci em 1993, no Salão Carioca de Humor.

O mineiro Mayrink, desde que conheci quando era o curador do Salão Carioca de Humor, em 1993, sempre foi íntegro nas suas propostas e diversas vezes criou exposições e eventos onde a promoção do cartunista e a sua valorização era o foco principal. Sem protecionismos ou politicagens e sempre pensava na "coletividade".
Assim como o Ferreth e o Zé, o Mayrink sempre buscava o entrosamento de novos cartunistas com àqueles consagrados.
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Aí Santíssima Trindade, salvem o cartum carioca, em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. Amém!
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Aí alguns perguntarão:_Mas não tem um grupo que promove o desenho de humor no Rio de janeiro?
O grupo existe... mas o interesse em promover o cartum carioca, não!
Em 15 anos de "manutenção" no Salão Carioca de Humor, desse grupo, o desenho de humor do Rio de janeiro ficou estagnado.
Não dá para continuarmos reféns de fulano de tal, porque ele é amigo de outro, que pode te vetar em ourto concurso ou te colocar na geladeira.
Muito menos atribuir santidade ao fulano, porque ele está próxiomo de Deus.
E sinceramente, pelos milagres que esses Deuses tem feito em prol do desenho de humor aqui no Rio de Janeiro, prefiro ser ateu.

SARTRE

...Vamos que vamos!

CATÁLOGO DO XVII SALÃO NACIONAL DE HUMOR EM RIBEIRÃO PRETO

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Salve Galera!
Ontem aniversário do Ray, tive a satisfação de compartilhar da sua companhia, juntamente com com o Dão. Trocamos muitas idéias, compartilhamos técnicas e já passava das 20:30hs quando a reunião acabou.
O aniversário foi dele, mas o presente foi meu. Ganhei um catálogo do XVII Salão Nacional de Humor em Ribeirão Preto. Nada mais justo que, da mesma forma que fui presenteado, venha presenteá-los também de alguma forma. Assim, a forma que encontre de compartilhar com vocês, foi digitalizando o catálogo e publicando-o aqui.

Abraços

segunda-feira, 26 de julho de 2010

ASSOCIAÇÃO DOS CARTUNISTAS DO RIO DE JANEIRO

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Aos desavisados, pesquiso assuntos referentes ao desenho de humor desde 1982. Depois de uma década pesquisando nomes, técnicas, tendências, história e etc, fui procurar o Mestre Zé Graúna, que ministrava aulas no SENAC/ Madureira. Além da competência como cartunista e ilustrador multifacetado tecnicamente, o Zé tem um rico arquivo sobre desenho de humor.
Ou seja, tinha ido procurar a pessoa certa. E "nunca" houve uma pergunta sobre desenho de humor, que eu fizesse ao Zé e ele não respondesse.


Há dois anos, encontrei com o Amorim em um salão de humor e ele sugeriu que eu não falasse muito sobre as coisas que acontecem sobre os bastidores, porque as pessoas diriam: _ Olha! Lá vem o chato!
E falaria sobre o quê? Política?

O fato é que, durante muito tempo, esperei que outros falassem. Mas não o fizeram...

Para àqueles que não sabem, já houve a Associação dos Cartunistas do Rio de Janeiro.
Achei entre o material perdido, a página do jornal INVERTA (1997) , onde eu respondia pela editoria da página HUMOR NO INVERTA, que abordava o universo do desenho de humor e salões de humor, representando a A.C.R.J. ( Como mostra nos créditos da página). Além de editor, fazia parte da mesa diretora na associação.
As reuniões eram mais voltadas para a resolução das questões burocráticas do que para outra coisa.
No aspecto de "congregação" era muito pior. A coisa mais difícil era reunir 10 cartunistas para que surgissem propostas coletivas. Não demorou muito e a associação simplesmente sumiu.
E àqueles cartunistas que podiam questionar, com excessão de Adail, Ferreth, Mayrink e Zé Grauna, não faziam. E aos poucos, os cartunistas do Rio de Janeiro foram sufocados, por propostas onde a valorização de artistas de fora interessava mais.

Na postagem que fiz sobre o Mário Alberto, falo sobre a questão dele ter sido barrado na Casa de Cultura Laura Alvim. E não foi apenas ele! Artistas veteranos, que fizeram muita coisa pelo cartum carioca, nacional e mundial, também foram "barrados", no local onde os anfitriões deveriam estender tapete vermelho para recebê-los.
Hoje, o Rio de Janeiro apresenta sinais de recuperação, através de uma nova geração. Artistas que não esperam a palmada no bumbum para poder gritar, para mostrar ao mundo que estão vivos.
E é por eles e para eles que eu questiono...
Se tivesse alguém, além do Mestre Zé, que me propusesse reflexões, eu não teria esperado tanto tempo para falar.
...

Falando nisso, cadê os chatos que deveriam ter falado junto comigo antes do Salão Carioca de Humor perder a graça?

Antes tarde do que nunca!

TIRIRICA

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Ilustração feita para o jornal Inevrta, onde fui ilustrador e editor de uma página sobre desenho de humor em 1996 e 1997.
Crayon sobre papel

JÔ SOARES

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Caricatura elaborada para concorrer no Salão Nacional de Humor e Quadrinhos de Ribeirão Preto (1999)
CorelDRAW

PARABÉNS RAY COSTA

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Hoje é aniversário do meu companheiro, o menino prodígio Ray Costa.
Estamos aí, para o que der e vier... (Estranho isso, né?) Risos

Parabéns Pepito! Te amo.
Grita comigo guariba louca: PARABÉNS!

domingo, 25 de julho de 2010

CARTOLA

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Menção Honrosa/Caricatura no Salão Nacional de Humor e Quadrinhos em Ribeirão Preto, 1998.
Acrílica sobre papel.

JOÃO UBALDO RIBEIRO

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Caricatura elaborada para o Salão Internacional de Humor de Piracicaba de 2000.
Tinta óleo e colagem.

BELCHIOR

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Caricatura que conquistou o 1º lugar no 2º Salão Nacional de Humor em Mangaratiba, em 1998.
Crayon sobre papel

PIXINGUINHA

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Trabalho elaborado para concurso em 1996.
Ecoline, lápis de cor e colagem

FHC

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Ilustração para box de jornal. Elaborada em 1995, com tinta acrílica sobre papel

GRANDE PRÊMIO DA ALEMANHA 2010

Ferrari + Alonso = Massa de manobra

GABRIEL, O PENSADOR

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Mais um refistro de trabalho antigo.
Recebi uma menção honrosa no Salão Carioca de Humor de 1995, com esta escultura, que também foi publicada na revista Ritmos Dance (1996), para ilustrar uma matéria com o rapper Gabriel "O Pensador".
A escultura tem aproximadamente 25cm de altura e foi elaborada com epóxi.

... MOSTRANDO O PAU

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Calma galera!
Não é nada do que vocês estão pensando...
Lembram-se do ditado "matar a cobra e mostrar o pau"? É isso!
Durante esta semana, publiquei um texto em que eu dizia ter colaborado com o PQP (Belém/PA) e que, apesar de ter anunciantes, ser vendida em bancas, jamais recebi qualquer valor.
Reconhecimento seria o mínimo.
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Falando nisso, podem observar o seguinte:
Geralmente, quando te indicam para fazer "qualquer coisa" e você vai ver, a proposta é para que você o faça na condição de voluntariado. Quando há uma proposta onde existe a remuneração pela prestação do serviço, àquele mesmo camarada que te indicaria como voluntário, faz absolutamente tudo sozinho.
As excessões existem, mas são raras.
...

Voltando ao assunto, dentre os materiais que estavam nos "guardados" da minha mãe, encontrei uma das revistas do PQP, cuja capa ilustrei em 2003 e resolvi compartilhar com vocês.
Assim sendo. o fato de eu ter abordado o assunto na postagem durante a semana, apenas conotava "matar a cobra". Hoje, com a postagem da imagem, conotativamente "mostro o pau".
É isso!

Agora que mostrei o pau, posso mandar um abraço ou vocês vão ficar tímidos?
Abraços

PIRACICABA, AÍ VAMOS NÓS!

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Aos amigos e demais visitantes do blog, quero deixá-los cientes que durante esta próxima semana, estarei voltado para o desenvolvimento dos trabalhos que irão concorrer no Salão Internacional de Piracicaba. "Tentarei" elaborar trabalhos para todas as categorias.
Assim sendo, Ray, Diogo Palma, eu e mais alguns companheiros estaremos reunidos para a troca de idéias e àquela corrente de sempre.

Àqueles que nunca passaram por esta ponte da foto, vale muito à pena, cruzá-la para conhecer o Salão Internacional de Piracicaba e tudo o que ele representa para o desenho de humor brasileiro e mundial.
Por este e por outros motivos, toda concentração e dedicação são necessárias.

Abraços

sexta-feira, 23 de julho de 2010

GERAÇÃO DEPENDENTE

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Na postagem anterior, recebi do amigo Diogo D'Auriol, o seguinte comentário:

Os cartunistas brasileiros precisam parar com esta história de esperar o Messias e fazer cada um a sua parte nesta união de forças pela renovação do cenário do humor brasileiro, ou seja,os cartunistas ficam, na maioria das vezes, atrás dos seus computadores esperando migalhas de "figurões", de sites, e na verdade o espaço dos blogs,das comunidades virtuais, orkut, facebook, etc, são pólos de efervecência de ideias e criatividade, além de uma janela muito legal. Vamos parar com este comodismo, com essa espera religiosa, com esses discursos fajutos, dogmas, etc.
A verdadeira revolução no desesnho de humor brasileiro, para mim, começa na pequena renovação de ideias de cada cartunista.
...

Compartilho do mesmo pensamento exposto através do texto.
Parece-me que, em função da dependência gerada durante a ditadura militar, onde muitos cartunistas tinham que se aproximar desses "titãs" para que pudessem publicar no Pasquim, o saudoso jornal se foi, mas a cultura da subserviência ficou como herança.
A ditadura militar acabou (e faz tempo!), a ideologia proposta peloscartunistas nàquele período também, mas a necessidade de se "tomar a benção" é constante. Como se a capacidade de desenvolvimento do indivíduo dependesse do aval de "figurões do cartum".
E não sejamos hipócritas em pensar que não haja corporativismo na nossa área. Dia desses, um amigo meu mandou uma charge para um renomado portal e recebeu um mail dizendo que o trabalho dele estaria "imaturo". Detalhe: Esse amigo tem prêmios em todas as categorias do desenho de humor (alguns em charge) e é profissional há mais de uma década. No dia seguinte, o mesmo site publicava uma charge de um camarada que foi indicado pelo amigo do coordenador do portal.
Que critérios são esses, onde a indicação por afinidade amistosa seja fator determinante para expor ou não o trabalho de um artista?
Se a questão é essa...
Todas as possibilidades oferecidas pela internet, podem (e devem) ser argumentos mais que suficientes para que o indivíduo seja mais independente.
O mais inusitado é que, no mesmo país onde uma pessoa que grita:" _ Pedro, devolve o meu chip", consegue notoriedade "sozinha" e muito de nós, com domínio da linguagem e trabalhos excepcionais, ficamos esperando a benção dos papas do cartum para começarmos a existir.
Quer ser passivo... tudo bem, mas não precisa ficar de quatro.

Abraços

quinta-feira, 22 de julho de 2010

PARA FALAR COM O ZIRALDO

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Alguns companheiros vieram me perguntar como poderiam fazer para falar com o Ziraldo.
(É cada pergunta que fazem!)
Eu, sinceramente, acredito que seja da mesma forma que se fala com outras pessoas.
De qualquer forma, para facilitar àqueles que querem encontrar "a forma" certa para abordar o pai do Menino Maluquinho, aí vão algumas dicas do "mineirês".
Quando encontrá-lo... é só tentar. Boa sorte! Ou bassór!

Apresentações :

  • Cuméquecêchama? = Qual o seu nome?
  • Doncêé? = De onde você é?
  • Oncêmora = Onde você mora?
  • Proncêvai? = Pra onde você vai?
  • Cêéfiidiquem? =Você é filho de quem?


Cumprimentos :

  • Djia! = Bom dia
  • Tardji! = Boa tarde
  • Noitchi! = Boa noite
  • Dêsabençôi (ou Dêstibençôi)(tibençô i) = Que Deus te abençôe, meu Filho(a). Vai com Deus!


Pedindo Informações:

  • Proncovô = para onde que eu vou?
  • Oncêtá? = aonde você está?
  • Quanscusta? = quanto custa?
  • Prônostam'ínu? = para onde nos estamos indo?
  • É logali? = é logo ali? (distância referente a 100 quilômetros mais ou menos podendo chegar a 150)
  • Epassaqui? = ele passsa aqui?
  • Qui trem é esse = o que é esse objeto?
  • Cessaciessionbspasn assavás? (escreve-se: Cê-ças'sses'onz-pass'avas?)(em versão avançada, Essonbspassavá ss?) = você sabe se esse ônibus passa na Savassi?
  • Ondéopondiônz? = aonde é o ponto de ônibus?
  • Cantazóra? = 'quantas horas?' (em português: 'quanto atrasado estou?').
  • É firme? = É filme?
  • Contáujogu? = Qual o placar do jogo?


Lugares:

  • Tidiguerra = tiro de guerra
  • Pondiônz = ponto de onibus
  • Ponditács = ponto de táxi
  • Berádurii = beirada do rio
  • Meidapráss = meio da praça
  • Dibádaponti = de baixo da ponte
  • Trádaserra = atrás da serra
  • Ruditráis = rua de trás
  • Rudumêii = rua do meio
  • Alííí ou pertim = depois de 2 ladeiras, 7 esquinas, 20 curvas, 5 ônibus, mais 6 quarteirões, 100 passos, você chega. O equivalente a um tirimdiguerra (tirinho de guerra).
  • Bádapônti = debaixo da ponte


Fazendo Compras:

  • Quânquié ? = quanto custa?
  • Déreár = Dez Reais
  • Baratim = (deixa ver se eu adivinho quanto esse otário está disposto a pagar)
  • Lidilêit = litro de leite
  • Kidicár = kilo de carne
  • Masstumá = massa de tomate
  • Vidiperfumi = vidro de perfume
  • Iscôdidente = escova de dente
  • Cadizopô = caixa de isopor
  • Bô di'mií = Bolo de milho
  • Carin heim?! = muito caro
  • Doisácu tá bão! = vou levar dois saquinhos
  • Inbrúa dôsdôci quivôlevá = embrulha dois doces pra eu levar
  • Táquantu-u-abó brão? = qual o preço dessa abóbora grande?


A família:

  • miafía = minha filha
  • meutíi = meu tio
  • meusubrim = meu sobrinho
  • miamuié = minha esposa
  • miamiga = minha amante
  • miavó = minha avó


O Tempo :

  • trudia ou ôtrudia = esses dias (ex: cumpádi manér teve aqui trurdia)
  • Antônti ou Antchiônti = antes de ontem
  • Transantônte = há três dias atrás
  • Quincantônte = há cinco dias atrás
  • Ansdiônti = antes de ontem
  • Séssetembro = sete de setembro
  • Sêsquivêm = sexta que vem
  • Quióração = Que horas são?
  • Quatódatárdi = Quatro horas da tarde
  • Tá cum jeidichuva = (cansei dessa conversa besta e vou embora)
  • Quánahora = quase na hora
  • Górinhamêis = Agora mesmo
  • Góracêdu = Agora cedo
  • Tardanoiti = Tarde da Noite
  • Meiidiimêi = Meio-Dia e Meia


Então veja na prática um mineirim daquêis prosiano:
Trudia, achu qui era antonti ou ansdionti ou era sápassado? Minto. Nu séssetembru passado, lembrei argóra! Bão, quióração? Tá cum jeidichuva, quánahora, dexoí, sêsquivem eu vórto e nóis proseia mais um cadim.


Conversa informal:

  • Ê trem bão = Gostei disso
  • Nóssinhora = nossa senhora ('Núss', em minerês avançado...)
  • Crédeuspai = meu Deus!
  • Vixxxxxxx = Interjeição mineira de concordância ou espanto.
  • Doidimais = doido demais
  • Ondjéquieutô = onde eu me encontro por favor, estou meio perdido hoje...
  • Pópoun-poquin = pode colocar mais um pouco...
  • Óiuchero = olha o cheiro
  • Óssócêvê = olhe só para você ver
  • Tissodaí = tira isso daí
  • Cê num some não = pode tirar o cavalinho da chuva OU 'o que que esse imbecil tá achando que é?'
  • Fiédazunha = Xingamento equivalente ao de baixo
  • Uai = interjeição mineira de espanto: uai é uai, uai!
  • = Nossa Sinhora, Mãe do Céu, Ave Maria!
  • = Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro
  • Nusga = Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro Mãe de Deus e dos Pecadores
  • = Não é mesmo?
  • Mémo = Mesmo
  • Bão tamém! = com certeza, concordo com você OU ENTÃO 'deixa eu ficar quieto para ninguém ver que eu falei besteira'.
  • Bóra? = vamos embora?
  • sucêfôeuvô = se você for eu vou
  • tô atráis docê = vai primeiro, que vou depois
  • Bóra! = e lá vamos nós!
  • Faiznão = Não faça isso.
  • Padaná = idem ao anterior
  • HU! Viádu! = Oi amigo!
  • Nuss! Meu sirvíss foi uma peleja danada! = Nossa! Meu trabalho foi muito difícil.
  • Pixii! = Silêncio ou atenção
  • Cárcaqui! = Clique aqui
  • ...pracarái' = Adverbio 'Muito'. Por exemplo: Muito feio = feipracarái
  • Obichopegâno' = adjetivo. Alguma qualidade que a pessoa quer usar mas ignora o nome ou esqueceu ou sabe mas usa assim mesmo pra dar mais intensidade. Exemplo: O Zidane é obixopegâno.
  • lógdicara = já no início
  • Ê! = Olá!
  • Cuméqsevai?' = Como vai você?
  • xôcabádicopiá?' = Me deixa acabar de copiar?
  • vamu picá mula?' = Vamos embora que isso está ficando muito chato

Dentro de casa

* Dentdapia = dentro da pia

  • Tapuraí = procura que você acha, seu preguiçoso
  • Badapia = debaixo da pia
  • Tradaporta = atras da porta
  • Badacama = debaixo da cama
  • Dentduforn = dentro do forno
  • cimadacama = encima da cama
  • ladiládapia = do lado de lá da pia
  • Nucandicádasalaó = no canto de cá da sala, veja aí!
  • Ó! = Veja!

Geografia

· Arfena = Alfenas

  • Baité = Abaeté
  • Beagá ou Belzonti = Belo Horizonte
  • Beraba = Uberaba
  • Berlândia = Uberlândia
  • Birité = Ibirité
  • Bitiúra = Ibituíra de Minas
  • Bóirdamata = Borda da Mata
  • Boncesso = Bom Sucesso
  • Brazía = Brasília
  • Braziidimins Brasília de Minas
  • Brazóps = Brasópolis
  • Cambuquirrr = Cambuquira - Cidade que tem a meió árga minerá cum gáis du Brasil e dasámérica UAI!!
  • Carmóps = Carmópolis
  • Chão Vermei = Alterosa
  • Contagedasabró ba = Centro de Contagem
  • Conselei Lafaeti = Conselheiro Lafaiete
  • Divinóps = Divinópolis
  • Fernandóps = Fernandópolis (in SumPaulu - duladindi Turama)
  • Monsclars = Montes Claros
  • Mãossú = Manhuaçu
  • Or'finu = Ouro Fino
  • O'preto = Ouro Preto
  • Padiminas = Patos de Minas
  • Patinga = Ipatinga
  • Paraisóps = Paraisopolis

THE FLINTSTONES

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Hoje passei o dia montando meu Frankstein. Edita, corta, cola, estica, aumenta, diminui... Photoshop, CorelDRAW, tablet...
É divertido! Quase insano. Risos

Abraços
Abraços

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ESTADO DE GRAÇA

...
Imaginem a minha felicidade ao receber um comentário do "Mário Alberto" (publicado na postagem anterior).
Ao abrir minha caixa de e-mail, me deparei dentre os mails que recebi, com um dele. Deixei todos os demais para ler seu comentário.
Atitude de fã que se sente honrado mesmo.

Conheci o Mário Alberto em 1994, no Salão Carioca de Humor, onde ele faturou uma menção honrosa em charge. Depois, mantivemos contato por cartas, telefone e revezávamos no pódio do Salão de Humor de Mangaratiba, onde por três anos consecutivos estivemos juntos, compartilhando as primeiras posições.
Lembro-me que, pelo fato de eu ter coberto as férias do fenomenal cartunista Gil no jornal O Dia, sempre ia lá trocar umas idéias com o Janey, Ary, Gil, Alvim e o saudoso Vilanova (não é o cartunista gaucho) . Me recordo que, numa dessas minhas tardes lá na editoria de artes, o Ary Moraes ( editor de artes, juntamente com editor-chefe Eucimar) chegaram na editoria de artes com uns trabalhos. Todos da editoria ficaram ali, enamorando os trabalhos.
Logo em seguida, lá estava uma caricatura genial do Ronaldo "Fenômeno" de camisa da seleção brasileira, com uma fralda cheia de dinheiro e um chupetão dependurado no pescoço.
Àquele trabalho, ao meu ver, foi o estopim para que o Mário Alberto detonasse.
...Em 1998, recebi uma ligação do Mário, dizendo que seu editor de artes ( Daniel Chaves, na época) precisava de uma ilustração. Mas o Daniel nem me conhecia e eu não o conhecia. Ou seja, o Mário havia falado do meu trabalho... só pode!O Daniel me falou sobre a pauta, que lembro-me até hoje, era "Sai diabinho, entra...". Que falava sobre uma possível mudança de mascote (Brasinha) do América. E perguntou-me se havia condições de levar a ilustração naquele dia de chuvas torrenciais.
Fiz a ilustração, coloquei dentro de um saco plástico e me mandei para a sede do Lance, ali na Praça Onze. Depois de uma hora dentro de um ônibus lotado, desci em frente ao metrô da Praça Onze "com água pela cintura" e segurando o saco plástico com todo o cuidado do mundo, para que não houvesse qualquer acidente.Cheguei à Travessa Santa Maria e pedi para falar com o editor de artes. Quando cheguei lá, ensopado até a alma, o Mário, se surpreendeu e chamou o Dani, que ao me ver, exclamou: _ Não acredito que você veio debaixo desse dilúvio! Eu com o braço suspenso ainda, para que nenhuma gotícula de água pudesse estragar a ilustração, entreguei e ele aprovou na hora. No dia seguinte, lá estava meu trabalho exposto.
Depois disso, tive a honra de trabalhar por um tempinho ali, ladeado pelo Mário Alberto e pelo Ique. Duas "universidades de ilustração".O Ique e o Mário, ambos ilustrando com ecoline e eu observando cada esboço, cada concepção. Sem falar no contato com o Marcelo Barreto (hoje na ESPN), com o Mário Guilherme, com o Quarentinha, com o José Roberto Wright (que sempre entregava as pautas em cima da hora) e tantos outros profissionais, que até hoje me dão orgulho pelo contato.O Daniel Chaves, um entusista, que enaltecia os trabalhos que fazíamos e nos dava ânimo a cada nova pauta.
O Mário Alberto, sem dúvida alguma, esta dentre as pessoas que me agregaram conhecimento e me possibilitaram crescimento.
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A vida seguiu, o Mário Alberto continuou nessa ascenção maravilhosa e só voltamos a nos encontrar em um Salão Carioca de Humor, onde, se eu tivesse que apostar em três trabalhos, o dele estaria entre eles. Lembro-me bem que, cheguei a comentar com o Ray da possibilidade desta caricatura do Mário ficar em primeiro ou segundo lugar. Mas não foi! E acredito que como eu, muitos companheiros de profissão acreditavam assim.


Ele simplesmente sintetizou a caricatura do Ronaldinho, transformando-o em um cavalo.
Contextualização, distorção e preservação da identidade , domínio técnico e apresentação estavam nàquele trabalho. Mas, para variar, na avaliação da comissão julgadora, o trabalho estava bom apenas para figurar na mostra.
Vários companheiros falaram sobre o fato...
Mas para o Mário Alberto, isso não fez tanta diferença. Graças a Deus!
Na edição do Salão Carioca de Humor em que ele participava com este trabalho excepcional, ao chegar para a exposição, a recepcionista constatou que o nome do Mário Alberto não constava na lista dos convidados. Eu, ao encontrá-lo ali do lado de fora, questionei o motivo e ele então me contou.Na mesma hora, meu perfil colérico me fez ir até a recepcionista, que, ladeada por dois seguranças (que me olhavam com cara de cães-de-guarda) tentava se justificar: _ É que não nos foi autorizada a entrada de quem não estivesse na lista. Eu então pedi para que ela chamasse a assessora de imprensa para que eu falasse com ela. Ao chegar, perguntei à assessora o seguinte: _ Que critério é esse, onde os cartunistas que fazem os trabalhos para que o salão aconteça, ficam do lado de fora e os figurões do "high society" ficam lá dentro tomando whisky e posando para as lentes dos jornais? Ela chegou pertinho de mim e perguntou: _ Mattias, quem está aí com você? (Acredito que algum anjo ou demônio tenha soprado meu nome em seus ouvidos) Eu respondi: _ Todas estas pessoas que estão aqui fora. E ela então, sob o olhar dos seguranças enfurecidos, disse bem baixinho: _ Podem entrar! E então chamei o Mário e as pessoas que se agrupavam ali na frente da Casa de Cultura Laura Alvim....
Noutro ano, lá estava mais um trabalho do Mário... esta belíssima caricatura do Tom Zé.
Novamente, para compor a mostra e o catálogo.


Promover reflexão não custa nada...
Podem reparar, quando há interesse em preservar algum nome, ou fazer média com determinado artista, na hora a comissão de organização arruma um jeito de atribuir dois prêmios na mesma categoria, para artistas distintos ou atribuir menções honrosas. Desde que hajam interesses.
Em contrapartida, se não houver amizade ou interesse, o concorrente pode fazer chover, que não fará a menor diferença.
Aqui no Salão carioca de Humor, bastava atribuir mais menções honrosas que aí poderiam continuar fazendo política com uns e promovendo a valorização de outros.

Sempre falei que temos gente competente demais para a manutenção dessa dinâmica que virou vício em alguns salões, de tentarem empurrar goela abaixo os mesmos de sempre.
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Além do Mário Alberto, muitos outros companheiros cartunistas, foram "barrados" dentro de sua própria casa, enquanto artistas de novela e teatro e amigos chiques dos organizadores, dentro de suas roupas de grife, morriam de rir.
É por essa e por outras, que o Salão Carioca de Humor, um referencial do humor gráfico nacional, hoje tenta renascer das cinzas.
Aqui, infelizmente, nunca tiveram muita preocupação em evidenciar a qualidade dos nossos cartunistas. Um ou outro...
Mas, como o Mário Alberto, existem outros excepcionais ilustradores aqui no Rio de Janeiro, que mesmo não tendo o reconhecimento de eventos como os Salões de Humor, são referenciais para muitos profissionais e amadores.

Os trabalhos do Mário Alberto podem ser vistos no jornal Lance, em seu site http://www.marioalberto.com.br/ e em seu blog http://marioalbertoblog.blogspot.com/

Havia pelo menos três anos que não nos falávamos, mas a admiração e o acompanhamento é constante e a gratidão é eterna.

Valeu Mário Alberto!
"Ô Rapáaaaaaaaaaaa"